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Ansiedade de separação

Por volta dos 6~7 meses de idade, o bebê começa a entender que é independente de seu cuidador(seja mãe, pai, avó e etc), sendo assim, poucos minutos longe do rosto familiar pode ocasionar um enorme berreiro, você sabe o por que disto? A resposta é simples, a criança ainda não tem a noção que você(cuidador) vai, mas volta. Ela pensa que uma vez longe, longe sempre. Ai está a bendita ansiedade de separação, uma vez que o “bebê se dá conta” de que ele a sua progenitora não são o mesmo ser, algo se perde… E sinceramente falando, a busca por este “algo perdido” continua pelo resto de nossas vidas, de maneiras diferentes, com objetos diferentes, pessoas e etc…

Desde que nos lembramos como sujeito, sentimos falta de algo e/ou alguém que nos fazia completo. E é essa “falta” que nos move, que nos faz viver em busca de algo, imagine se você realmente fosse completo, tivesse tudo que quisesse, dinheiro, saúde, mulheres/homens(a gosto do freguês…rs), imagine uma felicidade absoluta! Um dia, excelente, 1 semana, legal, 1 mês, tédio, 1 ano vontade de morrer kkkkkkkkkkkkkk A falta faz falta… se é que vocês me entendem.

Não me entendam errado, não estou falando que é legal ficar doente, ser pobre, não ter um dente, ser um perdido na vida, pelo contrário, o legal mesmo é viver, e viver consiste em aprender a lidar com o lado bom e o lado mau de ato de viver.

Pessoas são diferentes umas das outras, ok, além desse clichê, posso afirmar que cada pessoa trabalha a sua “falta” de maneira diversa, uns substituem este vazio pelo consumo, compram sapatos(mulher me xingando em 3…2…1… kkkkkkkkkk), roupas, carros, relógios, compram, compram e compram… Mas sempre encontram algum limite para o consumo, não é verdade? Ou alguém pode comprar o AMOR (o verdadeiro e não apenas o carnal seus safados…rs) de outra pessoa?

Outros preferem se medicar para serem “felizes”, eu não julgo, pois cada um conhece(ou não) a sua própria  angústia. Mas existem outras formas de lidar com essa falta, mas antes de mais nada devemos tentar entende-la. E não adianta apenas subir nas montanhas e meditar por anos, ou encher a cara para não lembrar de nada, muito menos deixar para lá, pois tudo que vai, acaba voltando…  devemos de alguma maneira discutir com alguém as nossas aflições, de preferência, um profissional(psicanalista ou psicólogo) e não o fofoqueiro do bairro… rs

Ansiedade é normal, creio que seja algo inerente ao ser humano, o que não deve acontecer é o excesso… mas uma vez, devemos procurar o equilíbrio.

E por falar em equilíbrio, estou fazendo um post sobre HOMEOPATIA, vou conversar com a minha médica (que me trata desde os 5 meses de idade) para ver se rola uma entrevistinha básica.

 

Boa semana ai galera! E comentem sobre o tema ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO, você ainda vê esses traços em seus filhos(as)?

 

=D

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2 comentários

  1. Eduardo Vieira

    Sabe que este negócio é coisa que vem e vai, neles e em nós.
    Sempre que meu filho passa uns dias longe da escola, ou fica mais tempo com a gente, no retorno é aquela trabalheira. Resmunga pra ficar com a professora, não quer desgrudar, fica magoado.

    E nós também, naquelas (raras) noites que ele fica na vovó pra gente ter um jantarzinho e coisa e tal, fica sempre aquele sentimento que falta um pedaço de nós.

    Acho que isso não se resolve, é coisa da natureza. Se todos somos UM, jamais nos sentimentos completos enquanto estamos individualizados. Só lá no futuro, quando nos reunirmos em definitivo com o nosso UM é que ficaremos plenos.

    Abraços.

    • Exatamente Eduardo. Parece que sempre falta “um pedaço”… Se é difícil, para nós adultos, lidarmos com isso, imagina então para uma criança/bebê.

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