2º Mês + 10 Dias

É no mínimo curioso, como um ser humano evolui.

No mês passado Nico nem sabia que suas mãos eram suas, na verdade ele ainda não sabe, mas pelo menos já sabem que elas servem para algo, como por exemplo, segurar a chupeta na boca (ou tira-la rs…rs…).

Risadas espontâneas mostrando as gengivas, tentativas de fala (algumas sílabas soltas), ele se diverte quando eu fico (igual um pateta) falando com ele ” Báááááááááááá”, “Zuuuuuuuiiiiiiimmmmmm”… ” Fu shi páááá” lembra até meus tempos de aula de locução… rs… aquecimento vocal para bebês kkkkkkkkkkkk

Após as minhas falas ele ri(ou chora) e tenta alguma graça “baa”, “buu”, “laa” ou apenas alguns gritinhos eufóricos na tentativa de evoluir, crescer na linguagem.

As cólicas melhoraram, porém há dias que ainda persistem com força. Nico é meio coruja(igual a mãe) ta na onda de trocar dia pela noite, esta na onda de deixar a mãe dele “like a zombie” kkkkkkkkkk

nico_2meses

Aparentemente ele gostará de karatê, soco é a sua especialidade, auto ataque e contra ataque no queixo da Naty e alguns diretos ou cabeçadas em mim. Já aprendeu onde fica o “tits” e esta menos chato na hora de mamar.

Adora tomar banho, mas detesta lavar o rosto, chutes na água, bateção de braços, uma “luta divertida” a cada banho.

Já ouvi muito dizer que “esses dias passam rápido, aproveita…”, culpa do tempo que não para um segundo sequer para apreciar como é linda a evolução, um paradoxo, pois sem o tempo, evolução também não existiria.

 

Leitores(as), perdoem a falta de novos textos, estou correndo com algumas coisas (pós, trabalho, projetos literários, tcc e o mais importante, o Nicolas). Mas continue acompanhando o blog, prometo achar mais tempo para atualizar o blog e deixar registrado “toda” minha “experiência” paterna.

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A turma do “EU ME ACHO” – Reflexão

Há alguns dias li uma matéria da revista Época, compartilhada em meu facebook por um amigo da pós e um dos professores que admiro muito,  li o texto com atenção, e antes de iniciar este post, voltei a ler para clarear o que eu gostaria de discutir. Sugiro que você leia o texto completo aqui.

A matéria inicia explicando o que aconteceu numa formatura de uma das melhores escolas dos Estados Unidos, Wellesley High School. O professor que deveria exaltar os formandos, como de praxe, no modelo escolar americano, preferiu discursar algo mais provocante e porque não dizer, algo mais realista.

“Vocês não são especiais” disse o professor inglês David McCullough Jr.  nove vezes em treze minutos de discurso.

Nossa sociedade vive o tempo do nascisismo a flor da pele, quer exemplo melhor do que o facebook, twitter e instagran. Demandamos atenção a cada post, twett, foto ou compartilhamento feito nas redes sociais. No texto da Época, o  psicólogo Keith Campbell diz “Eles precisam entender que seus filhos são especiais para eles, não para o resto do mundo” e consigo perceber que isso é muito verdade.

Posso usar como exemplo próprio, meu filhos nasceu em 20/06/2012, tem familiares meus que ainda não o conhecem, amigos próximos que nem sequer lembram que ele já nasceu, as vezes isso me incomoda, mas deve incomodar o meu EU, pois o Nico tá pouco se fod**** para isso…rs… Eu tenho a lucidez de parar e pensar “o Nico é MEU filho, não de um amigo ou parente, ele é importante para mim e não deve ser regra para os outros”.

Cobrar atenção para o meu filho, de pessoas que tem suas vidas, desejos, objetivos diferentes, rotinas e etc, chega a ser infantil da minha parte. Me policio sempre para evitar que o meu narcisismo ferido, seja um problema para mim. Mas partindo desse ponto, porque será que eu consigo(as vezes hahaha) controlar esse tipo de sentimento? Por que existem pessoas que se acham(e até apostariam alto nisso) que estão um patamar acima do restante?

  • “Em português, inglês ou chinês, esses filhos incensados desde o berço formam a turma do “eu me acho”. Porque se acham mesmo. Eles se acham os melhores alunos (se tiram uma nota ruim, é o professor que não os entende). Eles se acham os mais competentes no trabalho (se recebem críticas, é porque o chefe tem inveja do frescor de seu talento). Eles se acham merecedores de constantes elogios e rápido reconhecimento (se não são promovidos em pouco tempo, a empresa foi injusta em não reconhecer seu valor). Você conhece alguém assim em seu trabalho ou em sua turma de amigos? Boa parte deles, no Brasil e no resto do mundo, foi bem-educada, teve acesso aos melhores colégios, fala outras línguas e, claro, é ligada em tecnologia e competente em seu uso. São bons, é fato. Mas se acham mais do que ótimos.”

 A má educação em casa prejudica ainda mais o desenvolvimento desses jovens “cheios de si” no mundo real, o conhecido lugar que “você chora e a sua mãe não vê”. Minha mãe diz que devemos criar os filhos para o mundo, estou começando a entender o que ela tentou(ou não) dizer.

  • “O narcisismo pode levar ao excesso de confiança e a uma sensação fantasiosa sobre seus próprios direitos”

 Não me entendam mal, não estou dizendo que você não deve dar carinho, chamego e atenção para seu filho(a), pelo contrário, a base para um futuro sujeito decente é uma boa infância, mais deve-se impor limites, creio que essa palavra LIMITE, resume os cuidados que devemos tomar para educar nossos filhos.

Por pior(ou melhor) que seja, temos que aprender a dizer e mantér que NÃO É NÃO. A base deve ser de confiança, respeito e amor. Ontem a minha professora da pós, disse uma frase que achei genial(+/- assim) “Lidar com a frustação é mais fácil do que lidar com o sucesso”, penso que deve ser mais fácil, pois a frustração se mantém sozinha, já o sucesso sobrecarrega o sujeito e fora a responsabilidade narcísica de “perder o que se conquistou, o que lhe é de direito”.

  • “Sally Koslow, uma jornalista aposentada, chegou a essa conclusão depois que seu filho, que passara quatro anos estudando fora de casa e outros dois procurando emprego, voltou a morar com ela. “Fizemos um superinvestimento em sua educação e acompanhamos cada passo para garantir que ele tivesse sua independência”, diz ela. “Ao ver meu filho de quase 30 anos andando de cueca pela sala, percebi que deveria tê-lo deixado se virar sozinho.”

Pais negligentes ou parentais? Qual seu estilo de educação? Você ajuda a criança lidar com as situações de frustação, explica os motivos de impor limites a determinados pedidos ou opta por deixa a culpa de trabalhar fora a semana inteira te dominar, o medo de ser o pai repressor, e realiza todos os desejos do pimpolho como se fosse o gênio da lampada mágica, não aguenta ouvir um choro manhoso que já cede aos desejos do “pequeno terrorista”. Educar realmente é difícil, mas é algo que não devemos delegar, mãos a obra que ainda podemos mudar a maneira de lidar com nosso pequenos.

Mas o outro lado da moeda também existe, a psicóloga britânica Judith Harris diz que “Os pais assumem que ensinaram a seus filhos comportamentos desejáveis. Na verdade, foram seus genes”.

O receio bate a porta e quer entrar, mas creio que com bom senso, afeto, carinho e crítica pessoal, farei um bom trabalho… e se não fizer, não tem problema, vou para o lado da genética e digo que a culpa são dos meus genes!

 

=D

Meu primeiro dia dos pais

É engraçado pensar “como deve ser um dia dos pais”, longe do clichê de que “dia dos pais é todo dia”(mesma frase usada no dia das mães, mulheres e etc). O dia dos pais não é todo dia, o que acontece todo dia é o atitude paterna, o agir como pai, educar como pai(que é diferente[na minha opinião] de educar como mãe, um dia faço um post sobre isso) o dia dos pais, para mim, é um dia de união familiar, o dia que o pai olha para seu filho, sua esposa e sente-se grato por sua família.

nicoepapai

Uso como exemplo, o meu pai, minha referência paterna, no almoço de domingo passado, tentei lembrar como nossa família comemorava essa data nos anos anteriores até a minha infância… não lembrei de todos que eu queria, porém, lembrei-me dos últimos 10 anos, e todos esses anos agimos de maneira muito parecida, ficavamos juntos, almoçavamos, conversavamos, discutiamos sobre fatos recentes familiares, nossos projetos para o restante do ano, nossos sonhos para os anos vindouros, contavamos piadas e sempre bem no fim do almoço “o que você faria se ganhasse na mega-sena?” clássica dos almoços em família… rs…

E este ano não foi(muito) diferente, quase todos os temas acima foram discutidos, o que mudou foi o novo integrante desse almoço, o Nico, que trouxe junto com ele expectativas diferentes, novos temas de conversa, e tornou-se o centro das atenções da família. Recebi várias mensagens e ligações me desejando feliz dia dos pais, fiquei muito surpreso e contente com todas que recebi. Dever cumprido? Até parece. A maratona começa agora!

Este ano, Nicolas não me deu presente, ele foi o meu presente.

Obrigado filho, por me dar a oportunidade de ser pai.

 

Dia dos Avôs e Avós

Cresci sem a presença dos meus avôs e avós em meu dia-a-dia. Só não senti muita falta, pois tive pai e mãe(muito bons por sinal) que supriram “todo” o carinho que eu precisava, me deram suporte, em todos os sentidos que se pode usar essa palavra. Um dos meus avôs faleceu há alguns anos, o outro avôs “nasceu” agora na minha vida, minhas duas avós estão mais presentes do que nunca, babando no bisneto e tentando recuperar um pouco do tempo perdido.

nico_sono

Sempre “invejei” amigos que tinham avôs e avós presentes, muitos até mesmo fazendo papéis de figura paterna e materna. Mas não uma inveja possessiva e excludente, em momento algum quis que eles perdessem para eu ter, era apenas uma vontade de compartilhar (share is love…rs), deve ser por isso, que quando faço visita na casa desses amigos, sempre solto um sonoro  “Oiiii vóóóó!”, nunca fui repreendido por nenhuma avó postiça, muito menos por meus amigos, não sei se por entender que uso o termo “avó e avô” da maneira mais carinhosa e verdadeira possível.

Quando o Nico chegou, as avós estavam preocupadas com a atenção que cada uma teria com o neto, sentaram, conversaram e juraram que não brigariam pela atenção do primeiro neto. Naty e eu rimos muito na ocasião.

Já os avôs são mais desencanados com isso, meu pai e o padrasto da Naty nem se quer pensaram nesse tipo de “problema”, homens simplificam sempre, não é? rs… (Espero que as mina do FEMEN não leiam meu blog…rs) Os dois avôs torcem para o Corinthians, creio que esse seria o único motivo para desentendimento entre eles… hahahaha

Os 4 estavam presente no hospital no momento do nascimento, os 4 sempre estão presentes quando precisamos, seja para dar banho, trocar fralda, lavar as roupinhas, escaldar a chupeta, reformar baú, presentear, mimar, tirar fotos e etc… sei que Naty e eu teremos trabalho com esses avôs e avós… Colocaremos eles de castigo e não o Nico… eles serão os causadores de mimos… hahahahaha… já até imagino…. ai ai. E não fico nem um pouco triste com isso, pelo contrário, já comecei bem, dando ao meu filho o que “não tive integralmente” …

Atualmente a minha avó é a melhor do mundo, pena que não foi assim desde minha infância, mais é algo que tenho que agradece-la, pois por este motivo não tive apenas 2 avós e 2 avôs, tive muitos outros, tão importante, inesquecíveis em seu modo, então para falar a verdade, creio que não deveria ter sido eu a ter inveja, mas sim, ter sido invejado.

Farei questão de guardar as raízes da minha família, pois uma planta sem raiz morre, por que nós, humanos, seriamos diferente? O morrer não necessáriamente precisa ser literal, pense nisso:  Sem um passado, um legado anterior, um parâmetro, uma baliza, nós nunca teremos no que se apoiar, nos firmar ou até mesmo apontar e dizer ” eu nunca faria isso com meu filho” ou melhor “eu farei bem melhor para o meu filho”… um castelo sem base esta destinado a cair.

Obrigado aos avôs e avós do Nicolas e à todos os meus avôs e avós postiços.

1º Mês

Resumo em uma frase: “Cólicas, teats(tetas) e sono… não necessariamente nessa ordem!”

Este é o primeiro “mêsversário” do Nico! Quase um homenzinho! Chega a dar medo a rápida evolução do ser humano que nasce tão frágil e dependente e que agora já até se vira no berço!

menino

O bebê que saiu do hospital dormindo e passava 70% do dia dormindo, “não existe mais”. Agora ele já iniciou o processo de sono… e o frio ajuda na preguiça do menino… quando Naty vai acorda-lo para dar de mamar, ele demora cerca de 15~30 min para bocejar, se espreguiçar, reclamar, para depois começar abrir os olhinhos(até o momento, castanhos)… chega dar preguiça só de ver todo o processo.

 Adora uma água… brinca na banheira, fica chutando a água e quase sempre chora quando sai dela. Já aprontou algumas na hora do banho, como fazer xixi quase na família inteira… rs.

 Nas últimas semanas sofreu bastante com cólica, mas creio que já descobrimos o “mapa da mina”, a bendita massagem da bicicletinha… é pum na certa!

Uma coisa que me atentei é que as emoções, sentimentos andam MUITO próximos, ele sorri e em seguida chora, ou vice versa. O sol ainda é um problema para seus olhos sensíveis, mas ele adora observar tudo e todos, curioso igual o pai =D

 Adora TV(para o meu desespero) mas gosta pela luz e não pelo conteúdo, menos mal, né?! Dá gritinhos(quando esta de bom humor…rs) quando conversamos com ele, acho que se desse para traduzir os gritos seria +/- assim “sai daqui gordinho, chama a minha teta para mim por favor, tô com fome poxa!”

Que esses primeiros 30 dias, sejam apenas o início de milhares de outros dias. A vida dele mudou muito em 30 dias, mas a minha mudou MUITO mais… pensar, agir, sentir, desejar, ter esperança, almejar… Parabéns Nico!

 =D

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